sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Convite a todos

O Clube de Leitura tem o prazer de informar a todos o lançamento do mais novo romance da escritora portuguesa Cristina Carvalho.

"Nocturno - o romance de Chopin"
um livro da Sextante
editora do êxito da mesma autora
"O Gato de Uppsala"

E como todo momento feliz tem que ter festa, estão todos convidados para o lançamento do livro. Será uma noite de Literatura e música. Perfeito não acham?! O convite encontra-se disponível a quem possa interessar no link abaixo.


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Era Uma Vez...


A grande maioria dos leitores foram iniciados no mundo dos livros através de um "Era uma vez...". Mágico era o momento da leitura dos contos de fadas pelos nossos pais. O curioso é que da mesma forma que observamos uma certa ansiedade dos pais em iniciar tal ritual, também percebemos uma falta de paciência para continuar. Importante perceber a necessidade de uma boa transição entre os livros contados e os livros lidos pelas próprias crianças. O gosto pela leitura não é transmitido geneticamente e sim um hábito que podemos e devemos transmitir.
Iniciado o processo de alfabetização muitos pais tendem a deixar a criança por conta própria pois acreditam que a escola os substitui na missão de formar leitores. A transição inadequada transforma um momento estimulante em uma batalha por vezes desgastante. Ler para os nosso filhos é um início, mas ler com os nossos filhos é a finalidade.
Espero que entendam o sentido destas poucas palavras.

domingo, 20 de setembro de 2009

Quando o Livro Vira Filme


As adaptações dos livros para as telas do cinema já é facto comum há tempos. Inspirados com o grande sucesso de um livro, as versões para o cinema acabam por vir a público com grande vantagem. Muitos dos que já leram querem conferir o resultado no cinema e os que ainda não leram estão mais sensíveis às propagandas por já terem noção da história e do seu sucesso nas livrarias. Na maioria das vezes o sucesso nas livrarias repete-se nas bilheterias.
Adaptar um livro para o cinema não é tarefa fácil. Os filmes costumam ser mais reduzidos e acabam por decepcionar alguns leitores.
A leitura de um livro costuma abrir as portas para a imaginação, permite ao leitor caracterizar personagens, imaginar as roupas, o tom da voz, e até mesmo escolher trilha sonora. É tudo conforme a imaginação e guiada pela obra do autor. Quando ocorre do livro virar filme finda-se a liberdade de fantasiar e o leitor defronta-se com um produto pronto e definido. Aos que já leram o livro e deram a sua caracterização pessoal à história as vezes fica difícil aceitar uma "versão" diferente. Mesmo com todo esse risco, cada vez mais livros viram filmes e fazem muito sucesso.
Para uma melhor ilustração e visualização do assunto abordado veja aqui alguns filmes baseados em livros: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u8073.shtml



terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ler é Uma Viagem


No mês de Setembro o Clube de leitura reservou uma surpresa para afastar o stress pós férias. O valor pago pela jóia será revertido em créditos na conta do utilizador no site.

O voucher é enviado por e-mail e caso não tenha recebido o seu comunique-nos pelo e-mail geral@clubedeleitura.net

A promoção abrange os novos sócios e aqueles que já estão inscritos mas nunca efectuaram o pagamento da jóia.

Aos novos sócios:

1º Registe-se e efectue login.

2º Escolha o seu plano de leitura e pague a jóia.

3º Volte á "minha biblioteca" e carregue na opção "reforce a sua conta corrente".

O sócio tem um crédito de €10,00 no carregamento da sua conta corrente e o voucher deve ser utilizado no acto do pagamento deste.

O local para inserir o voucher aparecerá na segunda fase da finalização da compra do carregamento da conta corrente.

Aos sócios inscritos:

1º Efectue login.

2º Escolha o seu plano de leitura e pague a jóia.

3º Volte á "minha biblioteca" e carregue na opção "reforce a sua conta corrente".

O sócio tem um crédito de €10,00 no carregamento da sua conta corrente e o voucher deve ser utilizado no acto do pagamento deste.

O local para inserir o voucher aparecerá na segunda fase da finalização da compra do carregamento da conta corrente.

Boas Leituras

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Direito de Partilha

Muito tem se falado sobre os direitos de autor uma vez que o projecto de livros da google está prestes a entrar no ar. O mercado fonográfico já vem sentindo os efeitos dos downloads e as gravadoras amargando grandes prejuízos.
As soluções apresentadas até hoje são apenas tentativas falhadas de resolver o problema. Aqui mesmo no blog já relatei alguns casos que a liberdade dos downloads renderam valores superiores aos verdadeiros detentores dos direitos de autor, o criador da obra. Artistas que em blogs ou sites pessoais disponibilizaram seus trabalhos e sejam por meio de pagamento directo (doação) ou incremento das vendas nas lojas, receberam mais que o de costume. O artista deve ser respeitado e valorizado mas as formas de utilização das obras devem ser observadas. O Estado tem que ser capaz de ajustar e equilibrar a propriedade intelectual e a internet.
O aumento do nível de escolaridade nem sempre é proporcional ao poder económico adquirido. A democratização da educação fez aumentar os possíveis consumidores. O problema é que estes consumidores acabaram por criar "um novo conceito de propriedade, que é a partilha" (Francisco Louçã). Democratizar a cultura é tornar possível a sua utilização nos vários meios existentes. No mundo em que vivemos é praticamente impossível criar muros para limitar os consumidores culturais.
Sou a favor dos direitos de autor mas imagino ser muito difícil conter os downloads ilegais. A dificuldade e a demora em encontrar uma solução viável e benéfica a todos os envolvidos acaba por aumentar cada vez mais uma massa que nem imagina a existência de tais direitos.
Precisamos valorizar o acesso em relação a posse ou a propriedade.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Leite Derramado


Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos. A visão que o autor nos oferece da sociedade brasileira é extremamente pessimista: compadrios, preconceitos de classe e de raça, machismo, oportunismo, corrupção, destruição da natureza, delinquência.
A saga familiar marcada pela decadência é um gênero consagrado no romance ocidental moderno. A primeira originalidade deste livro, com relação ao gênero, é sua brevidade. As sagas familiares são geralmente espraiadas em vários volumes; aqui, ela se concentra em 200 páginas. Outra originalidade é sua estrutura narrativa. A ordem lógica e cronológica habitual do gênero é embaralhada, por se tratar de uma memória desfalecente, repetitiva mas contraditória, obsessiva mas esburacada.
O texto é construído de maneira primorosa, no plano narrativo como no plano do estilo. A fala desarticulada do ancião, ao mesmo tempo que preenche uma função de verossimilhança, cria dúvidas e suspenses que prendem o leitor. O discurso da personagem parece espontâneo, mas o escritor domina com mão firme as associações livres, as falsidades e os não-ditos, de modo que o leitor pode ler nas entrelinhas, partilhando a ironia do autor, verdades que a personagem não consegue enfrentar.
Em suas leves variantes, as lembranças obsessivas revelam subtilezas ideológicas e psíquicas. E, como essas lembranças têm forte componente plástico, criam imagens fascinantes. É o caso do “vestido azul” comprado pelo pai para a amante, objeto de alta concentração significante. Esse objeto se expande, no nível da narrativa, como índice de elucidação da intriga, no nível fantasmático, como obsessão repetitiva do filho, e no nível sociológico, como ilustração dos usos e costumes de uma classe. Tudo, neste texto, é conciso e preciso. Como num quebra-cabeça bem concebido, nenhum elemento é supérfluo.
Confira aqui o primeiro capítulo.
leite_derramado.pdf

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E no Futuro...

Os livros em papel devem ser gradualmente substituídos pelos e-books. É bem verdade que virar as paginas de um livro (futuramente) transformar-se-á num ato tão estranho quanto (actualmente) ouvir o lado B de um disco. Entendo a preferência de muitos leitores em manter a forma tradicional dos livros afinal de contas não se lê apenas com os olhos. Lê-se com os olhos, com os ouvidos, com as mãos, com o nariz, todo o nosso corpo passa a interagir com o livro que temos em mãos. Mudar o formato dos livros é mexer com toda a nossa percepção de leitura. Grandes empresas começam a investir pesado nos e-books e aos poucos eles começam a fazer parte do nosso dia a dia. Os manuais escolares já começam a ser substituídos por versões digitais e escritores já anunciam versões digitalizadas de suas obras. Entendo os benefícios para o meio ambiente e a evolução tecnológica mas não vou mentir, é uma pena. Gosto mesmo é de ver os livros, sentir, cheira-los foi assim que aprendi a ama-los.